Spark Fundation
Reconhecer
Palavras com Fundamento

Reconhecer

Reconhecer não é celebrar.
É olhar com atenção para o que foi feito e assumir o seu valor, sem exagero nem apagamento.

O trabalho de uma fundação acumula-se no tempo de forma desigual. Há decisões visíveis, resultados quantificáveis, ações que se deixam narrar com facilidade. Mas há também um trabalho contínuo, silencioso, feito de acompanhamento, de cuidado, de tentativas, de correções e de persistência. Reconhecer é dar lugar a esse conjunto: inclusive ao que não se transforma em indicador.

Quando se redige um relatório e contas – tarefa que nos continua a ocupar – não se está apenas a cumprir uma obrigação administrativa. Está-se a organizar memória, a construir arquivo e a atribuir sentido ao que foi desenvolvido. Reconhecer implica escolher o que se nomeia, o que se explica, o que se contextualiza. É um gesto de responsabilidade para com o passado e de clareza para com o futuro.

Reconhecer é também avaliar.
Não a partir da comparação com outros, nem da expectativa externa, mas com lucidez: perceber o que teve impacto, o que poderia ter sido diferente, o que ainda não foi possível. Avaliar é reconhecer limites sem os transformar em desculpa, e reconhecer valor sem o transformar em autocomplacência.

Esse exercício, que é simultaneamente de humildade e exigência, permite reconhecer não só o que a Spark Foundation é hoje, mas o que pode vir a ser. O reconhecimento funda a continuidade, porque só se continua aquilo que se conhece e se respeita.

Reconhecer é, por isso, um gesto de cuidado.
Com o trabalho feito. Com as pessoas envolvidas. E com a possibilidade de futuro que esse trabalho sustenta.

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