Spark Fundation
Seis anos de Spark Foundation
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Seis anos de Spark Foundation

Há precisamente seis anos, a 28 de maio de 2020, em plena incerteza de uma pandemia que parou o mundo, nascia a Spark Foundation pela mão da sua escritura pública de constituição. Hoje, olhamos para trás com orgulho e para a frente com ambição renovada. Seis anos depois, a Fundação celebra um percurso feito de solidariedade, aprendizagem e, sobretudo, de proximidade às comunidades.

2020: Um começo no meio da tempestade

A Spark Foundation foi instituída por escritura pública a 28 de maio de 2020, pela Spark Capital, Lda., num momento em que a resposta tinha de ser imediata. A nossa primeira ação pública foi simples e concreta: disponibilizar habitação segura, gratuita e equipada a profissionais de saúde que, por razões de segurança, precisavam de se afastar temporariamente das suas famílias. Foi assim que a missão deixou de ser um propósito no papel e passou a ser um abrigo real para quem cuidava de todos nós.

2021: Construir uma casa antes de a habitar

Se 2020 foi resposta, 2021 foi estrutura. Registámos formalmente a Fundação em Diário da República, criámos a nossa identidade institucional e instalámos um gabinete de apoio social para atendimento próximo e individualizado sem nunca interromper o apoio direto a famílias e a profissionais de saúde. Foi o ano em que ganhámos forma, voz e método.

2022: A Fundação chega ao terreno

Com a abertura do gabinete de apoio social na Rua da Atalaia, no Bairro Alto, a Spark passou a ter um lugar onde acolher quem precisa. Aprofundámos a rede local de parceiros e estivemos onde fazia falta: na recolha do Banco Alimentar Contra a Fome, em ações de voluntariado com a Casa São Francisco de Assis (antiga Casa do Gaiato de Lisboa) e na entrega de cabazes alimentares no Natal. Foi o ano em que a missão se tornou rotina de proximidade.

2023: Cidadania, ambiente e uma viragem

Em 2023 mobilizámo-nos pela saúde pública, com uma campanha de doação de sangue em parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, e pelo ambiente, com uma jornada de limpeza de praias. Foi também um ano de transição: encerrámos o espaço físico da Rua da Atalaia, adotámos um modelo mais ágil e descentralizado, e preparámos uma nova fase — desta vez com a cultura no centro.

2024: As fundações da nova fase

2024 foi um ano de construir alicerces. Concentrámos esforços em três pilares: uma equipa multidisciplinar qualificada, uma base operacional sólida e uma rede estratégica de parceiros institucionais e territoriais. Menos visível, mas decisivo: foi o trabalho silencioso que tornou possível tudo o que se seguiu.

2025: O ano em que a cultura se tornou impacto

Em 2025, a Spark Foundation traduziu a sua missão cultural em resultados concretos:

  • 26 ações identificadas
  • 7 municípios envolvidos
  • 1 escola pública, 1 museu nacional, 3 fundações

Foi também o ano em que ganharam forma as parcerias que hoje mais nos definem. Com a Fundação Maria Dias Ferreira, demos início ao projeto Nascente / Spring, em Ferreira do Zêzere, conduzindo um diagnóstico cultural participativo que auscultou 45 agentes culturais, reuniu um focus group e recolheu 130 respostas individuais — a base para uma estratégia cultural verdadeiramente enraizada no território. E com o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC) lançámos um programa de mediação artística que leva, de forma continuada, os alunos de uma escola pública de Lisboa a criar e a fruir arte dentro do museu.

E não esquecemos a solidariedade que nos define: ao lado da AMI e do Banco Alimentar Contra a Fome, ajudámos a preparar cerca de 3.000 mochilas escolares, triámos 15 toneladas de material na campanha RX com 170 voluntários, e recolhemos mais de 2.500 kg de bens alimentares.

2026: o impacto continua, dos territórios à emergência

Este sexto ano arrancou em movimento. No início do ano, uma tempestade provocou cheias e estragos que atingiram várias regiões do país, danificando habitações e deixando muitas famílias em situação de urgência. A Spark Foundation respondeu com aquilo que sempre a definiu: proximidade e ação imediata. Mobilizámo-nos em três territórios particularmente afetados — Alcácer do Sal, Ferreira do Zêzere e Leiria —, com respostas ajustadas às necessidades concretas de cada lugar.

Em Alcácer do Sal, concentrámos a intervenção na AURPICAS — instituição com valências de lar e centro de dia ao serviço da população idosa —, cujas instalações sofreram danos significativos. Mobilizámos cerca de 30.000 €, entre donativos angariados e contributo próprio, para a entrega de mobiliário e equipamentos essenciais, e a nossa equipa esteve no terreno em ações de limpeza, reabilitação e recuperação dos espaços.

Em Ferreira do Zêzere, deslocámo-nos ao terreno para responder às necessidades sinalizadas pelas autoridades locais, entregando materiais de construção destinados a intervenções urgentes de reparação de coberturas, travando danos adicionais e acelerando a recuperação das habitações. É um território que nos é próximo, onde desenvolvemos um projeto cultural de longo prazo; ali, porém, o foco foi um só: a necessidade imediata.

Em Leiria, apoiámos diretamente as famílias afetadas através de uma doação à Cáritas, com bens essenciais de primeira necessidade (alimentos, produtos de higiene infantil e adulto, material de saúde e várias mantas), fundamentais numa fase em que muitas casas continuavam sem eletricidade.

Mais do que respostas pontuais, foram gestos de cuidado por quem mais precisava e um compromisso que continua, atento à evolução das necessidades no terreno.

No plano institucional, 2026 trouxe ainda a participação no I Encontro Nacional da Rede M, promovido pelo Plano Nacional das Artes, reforçando a ligação da Spark às redes públicas de cultura, educação e mediação.

É a prova de que a missão da Spark se faz no terreno, lado a lado com quem conhece e vive cada lugar.

As parcerias que nos definem hoje

Seis anos depois, a Spark é também, hoje, uma fundação de parcerias continuadas. Três merecem destaque especial:

Fundação Maria Dias Ferreira — projeto Nascente / Spring. É o projeto que mais nos ocupa atualmente. Em Ferreira do Zêzere, depois de um diagnóstico cultural participativo que ouviu agentes culturais, decisores locais e a comunidade, segue-se agora uma open call para artistas residentes — o passo que transforma escuta em criação artística enraizada no território.

Centro Português de Fundações. Em 2026, a Spark Foundation passou oficialmente a integrar o Centro Português de Fundações como entidade associada, afirmando o seu lugar no setor fundacional português e o seu compromisso com a transparência, a boa governação e o trabalho em rede.

MNAC – Museu do Chiado. Somos parceiros do Museu Nacional de Arte Contemporânea, convertendo o nosso apoio financeiro na oferta de residências artísticas a todos os alunos de uma escola pública de Lisboa. O resultado é um programa de mediação continuada que, ao longo do ano letivo, se traduz em cerca de 1.600 visitas adicionais ao museu — abrindo as portas da arte contemporânea a quem, de outra forma, talvez nunca lá entrasse.

Parabéns a quem faz a Spark acontecer

Seis anos não se celebram sozinhos. Este aniversário é de quem confiou, de quem doou, de quem foi voluntário, de quem nos abriu portas em municípios, escolas, museus e instituições e de uma equipa que faz da proximidade um método e do bem comum um compromisso diário.

Começámos por dar um teto a quem cuidava de nós. Hoje, ajudamos comunidades a cuidar da sua própria cultura, da sua coesão e do seu futuro. O fio condutor é o mesmo: transformar recursos privados em valor coletivo, com ética, transparência e descentralização.

A todos os que tornaram estes seis anos possíveis: obrigado, e parabéns Spark Foundation. O melhor está mesmo a começar.

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